Postado por em 28-01-2019 Imprimir . A+ . A-

VEREADOR FAZ DURAS CRÍTICAS À GESTÃO DO MUNICÍPIO E DO INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DE CAMPO FORMOSO

Na última sexta (25), o vereador Júnior Nascimento (DEM), publicou nas redes sociais um vídeo em que faz um alerta sobre a falta de repasses do município para o IPCF – Instituto de Previdência de Campo Formoso e denuncia o fato de que em pelo menos 5 meses do ano de 2018, o instituto foi obrigado a fazer uso de suas reservas. Segundo ele, apesar do parcelamento feito em 2017, a atual gestão já acumula uma dívida de cerca de 19 milhões de reais.

Apesar da polêmica e da repercussão causada, estas informações não constituem grande novidade, desde 2014 o SISE vem denunciando o calote dado pelo município nas contas do instituto, ao constatar que todos os gestores que estiveram à frente do município acumularam dívidas para com a previdência dos servidores. Na linha de ações do sindicato estão algumas iniciativas que merecem destaque, além de divulgar o descaso do município para com os repasses previdenciários em diversos atos públicos a diretoria da entidade ingressou com denúncia em diversos órgãos, inclusive na justiça, atuou de forma decisiva para que o conselho do instituto também recorresse à justiça para obrigar o município a regularizar os repasses e tem cobrado da Câmara Municipal a realização de audiências públicas para que a gestão do município exponha as causas do calote.

Seguindo o mau exemplo dos antecessores a atual gestão não só ampliou significativamente a dívida, como baixou artificialmente a alíquota patronal, sem efeito, pois nunca repassou um único centavo desta verba para o instituto além de contribuir com o aumento dos gastos da autarquia com o auxilio doença, ao impor de forma autoritária e irregular o limite de 3 dias para os atestados dos servidores. Para piorar, a previdência dos servidores começa a dar os primeiros sinais do grave impacto causado pela política caloteira do município ao exigir que as reservas da instituição sejam corroídas, pois, a única fonte de renda segura do instituto tem sido os 11% de contribuição dos servidores que o município não pode reter já que se o fizesse a gestora poderia ser denunciada por apropriação indébita.

Agora, nos colocamos em um momento cada vez mais crucial, onde o município, que é o grande devedor e portanto culpado pela atual situação do instituto precisa urgentemente cumprir com suas responsabilidades, a Câmara de Vereadores tem que abandonar sua prática de blindagem dos gestores inadimplentes e a justiça precisa exercer o seu papel de agente garantidor do cumprimento dos preceitos legais.

Assista o vídeo abaixo.

Vídeo reproduzido através do aplicativo Whats App.

ASCOM/SISE


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