Postado por em 11-02-2019 Imprimir . A+ . A-

Campo Formoso: Novos cortes salariais assolam a educação.

QUASE 2 ANOS DEPOIS A GESTÃO DO MUNICÍPIO VOLTA A CORTAR SALÁRIOS DE TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO QUE PARTICIPARAM DA GREVE DE 2017.

A já conhecida tesoura da gestão municipal de Campo Formoso continua afiadíssima e parece obstinada em relembrar ao grupo de valentes trabalhadores da educação que ousaram lutar por seus direitos, num dos movimentos de resistência de maior relevância de que se tem notícia no nosso estado, que não se medirá consequências quando o assunto for punir aqueles que não se submetem à subserviência.

Cerca de 18 meses após o início do movimento que se arrastou por mais de noventa dias, num relance de pura crueldade, a gestão municipal executou cortes nos salários de professores e funcionários da educação que aderiram à greve. Sob o imponente título “Devolução ajuste de saldo”, sem a menor cerimônia e sem o menor aviso, pois ninguém foi notificado de nada, a gestão municipal retirou dos proventos dos servidores valores que, em alguns casos, ultrapassaram os 700 reais. O desconto, além de injusto, é imoral, é extemporâneo e até onde sabemos, é ilegal, especialmente se considerarmos que, até o presente momento o judiciário ainda não se pronunciou de forma definitiva acerca daquele movimento. Como a impunidade é a mãe da injustiça, nos questionamos até quando perdurará a incerteza? Até quando perdurará o silêncio daqueles que podem por fim a esta questão?

No final, restam algumas reflexões. Seria esta uma estratégia para manter vivas na lembrança dos trabalhadores as consequências de quem ousa lutar por seus direitos? Seria apenas uma crueldade administrativa aliada a um pouco de falta de planejamento? Afinal, qual o recado a ser dado? Enquanto estes questionamentos pairam no ar, as providencias cabíveis vão sendo tomadas.

Certamente, estas arbitrariedades não derrotarão os ânimos dos que ainda acreditam na luta por melhores dias, não irão por fim à disponibilidade para o enfrentamento naqueles que ainda creem numa educação transformadora.

ASCOM/SISE

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