Postado por em 02-04-2020 Imprimir . A+ . A-

A POLÍTICA SALARIAL DO GOVERNO ROSE MENEZES EM RELAÇÃO AOS ÍNDICES OFICIAIS

A política salarial do atual governo municipal em Campo Formoso mostra o total desrespeito aos servidores públicos. Nos quatro anos de mandato a atual gestão agregará aos salários dos servidores apenas 12,48%. A inflação acumulada nos três primeiros anos soma 11,01%; com isso, para que a recomposição salarial seja, no mínimo igual à inflação, 2020 terá que ter um índice de 1,47%. Considerando a atual crise por conta da pandemia do Coronavirus, o mais certo é que o salário dos servidores não atinja, sequer, a inflação acumulada, fato que indica retração no poder de compra. Para piorar, a adequação do IPCF às novas regras da Previdência Social aumentará a alíquota previdenciária dos atuais 11 para 14%, ou seja, uma “mordida” de mais 3%.

Quando fazemos a comparação aos reajustes do salário mínimo, percebemos uma diferença bem acentuada. Nos 4 últimos anos o salário mínimo nacional cresceu 17,59%, comparando ao crescimento local, a perda é de 5,11%.

O abismo se acentua absurdamente quando o comparativo é o Piso Salarial do Magistério. Entre 2017 e 2020 o piso, que é obrigatoriedade constitucional, cresceu 31,46%. Com essa política, a prefeita vai encerrar o mandato achatando o salário dos integrantes do Magistério em absurdos 19,98%.

Somado à desastrosa política salarial há alguns fatos que merecem destaques negativos. Não há, por parte da gestão municipal, qualquer projeto de formação continuada para o conjunto de servidores públicos. Também nunca houve qualquer preocupação com a prevenção em saúde para os trabalhadores, fato evidenciado pela enorme quantidade de auxílios doença concedidos pelo IPCF.

Diante dos fatos apresentados, é muito fácil perceber o quão destonante é o discurso oficial que teima em dizer que valoriza os servidores públicos. Resumindo: desvalorização, achatamento salarial, tratamento de servidores em nível de assédio moral, calote no IPCF, maquiagem da tabela salarial, entre outras mazelas. Esta é a verdadeira realidade nas terras campoformosenses.

SID/SISE

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