Postado por em 13-04-2018 Imprimir . A+ . A-

GESTÃO USA ANDAMENTO DE PROCESSO PARA INTIMIDAR EDUCADORES

Em meio à campanha salarial 2018 em que a gestão da transformação fez uma proposta de 2,5%, frente a uma perda salarial acumulada já no governo de Rose Menezes da ordem de quase 18%, no caso dos professores e cerca de 10% no caso dos demais educadores, a bem financiada assessoria de comunicação, resolveu fazer uso de um andamento processual, no qual a justiça simplesmente resolveu abrir mão de discutir coisas menores e parece se direcionar no sentido de resolver definitivamente a questão, para tentar intimidar a categoria. É flagrante a tentativa da gestão de impor o medo e o terror às pessoas, considerando o fato de que movimentações anteriores que parecem não ser convenientes ao município não mereceram da mídia oficial, que parece existir muito mais para confundir do que para informar, qualquer tipo de menção. Desde o dia 28 de março que o município vem mantendo silêncio nas negociações salariais, fazendo vista grossa às decisões das assembleias, ignorando os telefonemas, as mensagens e até mesmo os ofícios. Ação notada de maneira mais evidente após os educadores terem dado amplo apoio à manutenção da proposta oficial do MEC através da Portaria 1595/17 que fixou a revisão salarial em 6,81%. Dentro deste contexto, alguns aspectos merecem destaque. Tem havido, nas últimas semanas uma massificação por meio de sites e blogs regionais e estaduais de uma constatação no mínimo curiosa, o fato de que a prefeita de nossa cidade tem salário superior ao do governador do estado e de prefeitos de grandes cidades como a própria capital e também Feira de Santana. Outro fato que talvez esteja causando certa preocupação é o fato de que as contas do exercício de 2016 foram rejeitadas pelo TCM com a posterior geração de denúncia ao ministério público, onde um dos motivos foi justamente a falta de aplicação dos 25% que o município é obrigado a destinar a educação. Não se pode ignorar, também, a exposição da farra dos contratos, onde, em algumas escolas o número de contratados chega a ser o triplo do necessário. Também cabe esclarecer que talvez seja importante para a gestão desviar o foco do IPCF, lembrando que de janeiro a novembro de 2017 o município não repassou a parte patronal, que em novembro foi feito um parcelamento de cerca de 38 milhões acumulados desde 2014. Mas, após o parcelamento, o município já deve quase 4 milhões. Os trabalhadores da educação, estão cientes de tais situações e ao que parece a gestão quer resolver a coisa na base da intimidação, se aproveitado da fragilidade e das “feridas”, morais, psicológicas e financeiras abertas em meses a fio de salários cortados, de ameças e da posterior perseguição de quem tomou parte ou mesmo se mostrou simpático ao movimento.  O conselho da diretoria do SISE será sempre o da busca da paz, do perdão, do desarmamento dos ânimos mais exaltados. “Não é hora de alimentar sentimentos negativos, é hora de levantarmos a nossa cabeça e buscarmos a consecução de um trabalho educacional que dignem os verdadeiros educadores de Campo Formoso”, afirmou o presidente Maurício Hermógenes ao esclarecer que tal nota da gestão faz menção, tão somente, a um andamento esperado do processo, que o cerne da questão será discutido de forma definitiva e que está esperançoso da vitória, para que a comemoração dos justos se proceda.

 

Poderíamos utilizar este espaço para falar em pautas de luta pela conquista de direitos, como a implantação da gestão democrática, da autonomia financeira das escolas, de iniciativas de prevenção da saúde laboral dos educadores, de formação e aperfeiçoamento com vistas à sempre almejada qualidade da educação. Mas, infelizmente, não há espaço no momento atual para lutas de conquistas, de expansão de direito, parece restar ao servidor público efetivo, manter posições historicamente conquistadas a troco de sangue e suor, ao mesmo tempo que é, a cada dia mais necessário o embate pela manutenção do que já se conquistou tendo em vista que o lobo rodeia faminto daquilo que não lhe pertence, na injusta e esdrúxula tentativa de predar, de abocanhar o que é alheio. É necessário que nossas posições se definam, nesta luta que parece não ter lado, onde muitas presas fazem o papel de predador, mal sabendo que saqueiam o próprio espólio.

 

ASCOM/SISE

 

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